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Violência contra a Mulher é tema de palestra na MNSL

Evento ocorreu no auditório da maternidade, conduzido pela advogada Valdilene Oliveira Martins, vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da OAB/SE, e presidente e conselheira da Comissão de Gênero e Violência Doméstica do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM)
13 de Março de 2019 | 10:51

O mês da mulher continua sendo comemorado na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes e na última terça-feira (12), foi realizada palestra com o tema Violência da Mulher, ministrada pela advogada Valdilene Oliveira Martins, vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da OAB/SE, e presidente e conselheira da Comissão de Gênero e Violência Doméstica do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM).

O evento ocorreu no auditório da maternidade e, na oportunidade, a advogada conversou com as mulheres presentes. “Vamos comemorar o que já foi conquistado, e buscar contribuir para estabelecer que a mulher esteja na sociedade na mesma condição que o homem, em pé de igualdade de direitos e obrigações. Muitas vezes replicamos as práticas do passado, educamos as crianças com essas práticas e não percebemos que estamos contribuindo para a manutenção da situação de desigualdade”, alertou a advogada.

Ela disse, ainda, que o fator mais relevante de violência contra a mulher na sociedade e no mundo é a educação familiar. “A educação familiar é sexista, hierarquia e subjuga a mulher desde que ela nasce. Essa mulher surge com os estereótipos pré-estabelecidos de limitação”, observou Valdilene. Segundo ela, os principais motivos de violência contra a mulher são a cultura patriarcal, onde o machismo se estabelece, ele é estrutural  e está em todos os lugares.

“Toda a humanidade está envolvida na violência contra a mulher. Resolver esse problema é uma obrigação que se faz para a humanidade. A família pode agir preventivamente na educação, na educação horizontal, educando seus filhos para respeitar os outros independentemente de gênero, etnia, credo, de situação social. A primeira coisa que a mulher deve saber sobre as medidas oficiais é entender qual a rede de atendimento do município, do estado, saber se tem Creas, a defensoria, a OAB ou se existe uma rede onde a mulher pode buscar ajuda”, disse a advogada.

 A advogada enfatizou que muitas mulheres não sofrem apenas a violência física, existem vários tipos de violência afetando todas as idades, raças e classes sociais, violência física, doméstica, psicológica, socioeconômica, moral, patrimonial, institucional e gênero. A palestrante atentou para a importância de acolher e ouvir a pessoa que foi agredida, sem julgamento, sem impor o que pensa. Ela deixa claro, no entanto, que a violência doméstica é um dos crimes mais bárbaros que existem, já que a vítima é refém do afeto que tem pelo agressor

MNSL 

O superintendente da MNSL, André Nascimento informou que durante todo o mês de março serão desenvolvidas várias atividades em alusão ao dia Internacional da Mulher, tais como palestras, encontros, rodas de conversa, práticas integrativas, colegiados.  “O objetivo principal e abordar sobre a violência sofrida e outros temas relacionados à segurança e bem estar da mulher”,  disse André.

A coordenadora da Admissão da MNSL, Lourivânia Prado, comentou que a palestra foi maravilhosa. “ Um momento de reflexão sobre violência contra a mulher e seu contexto social os vários tipos de violência que as mulheres nem percebe que estão envolvidas”, disse Lourivânia.

“Uma palestra bastante produtiva em que a  palestrante trouxe reflexões sobre vários tópicos em que envolve a mulher desde a  concepção até os dias atuais. Provocando nos ouvintes um despertar para uma mudança de postura e atitude a cerca dos temas que abrange desde a violência contra a mulher a discursos sobre feminicidio, machismo e a família. É imprescindível ressalvar que essa é uma luta de todos e de todas em que a principal força que temos começa numa desconstrução  de dogmas outrora imputada na sociedade mais que é possível sim desconstruir e resignificar para termos uma sociedade igualitária”. Concluiu a Psicóloga Marluce Souza Santos.

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