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Última fase do treinamento em Epidemiologia Aplicada visa melhorias na coleta de dados de vigilância

19 de Fevereiro de 2019 | 12:47

Melhorar a forma de trabalhar os dados de vigilância e aprimorar a capacidade de detecção e respostas às potenciais emergências de saúde pública no nível local, esses foram os principais pontos do treinamento EpiSUS Fundamental Sergipe. Realizada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) em parceria com o Ministério da Saúde (MS), a capacitação contou com três fases. A primeira aconteceu em novembro de 2018, a segunda em janeiro de 2019 e a conclusão foi em fevereiro, totalizando uma carga horária de 176 horas, com certificação.

Nos três módulos, os 23 participantes receberam aulas ministradas por facilitadora do Ministério da Saúde (MS) e tiveram como missão, preparar um trabalho de campo. Os temas escolhidos para desenvolvimento dos trabalhos foram sobre: Hepatites Virais, Leishmaniose Visceral, Sífilis Congênita, Gente HIV, Influenza, Rotavírus, Dengue, o perfil dos acidentes por escorpião e o surto de Sarampo de 2018.

“Alguns detectaram qual é o problema nos ciclos de vigilância nos locais que foram visitar, trouxeram a visão deles em cima de um diagrama específico que a gente chama de espinha de peixe, analisaram as causas para que esse problema existisse e quais as recomendações para reduzir esse problema. Outros elegeram um agravo, uma doença que é prioritária no estado ou no município que representam, falando de uma maneira geral sobre o que é a doença, como se transmite, como se apresenta e o perfil epidemiológico nos últimos cinco anos. Discutiram o tema e apresentaram as recomendações diante do que encontraram”, explicou a diretora de Vigilância em Saúde, Mércia Feitosa.

De acordo com a diretora, a SES pretende realizar um novo treinamento. A solicitação será feita ao Ministério da Saúde (MS) e já consta da programação anual da Diretoria de Vigilância em Saúde e nos instrumentos de gestão do Estado. A finalidade é fortalecer ainda mais os municípios para que façam uma vigilância adequada e, principalmente, estejam aptos para o enfrentamento dos surtos, quando necessário, além de melhorarem seus planejamentos internos.

“O treinamento foi muito bom e produtivo. A representante do Ministério saiu satisfeita com os trabalhos. No encerramento, como diretoria representando o Estado, pedi a eles para apresentarem aos gestores dos municípios, a todas as equipes de saúde da família, e levar ainda, se possível, para o Colegiado Regional. Foi um curso magnífico. Novas técnicas, métodos novos foram apresentados, eles tiveram a oportunidade de trabalhar com ferramentas que não trabalhavam e hoje estão qualificados para avaliar o município, o banco de dados que possuem, e trabalharem diante de um surto. São, hoje, parceiros com quem nós poderemos contar em qualquer momento, seja no território deles ou no estado”, concluiu Mércia.

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