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Secretaria de Saúde inicia reuniões com municípios para o enfrentamento da Sífilis Congênita

Participaram desse primeiro encontro os municípios da regional de Estância. A reunião serviu para ajudar a localizar e descartar casos de sífilis inseridos de forma incorreta no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, que podem prejudicar o diagnóstico correto
25 de Março de 2019 | 16:39

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) iniciou na manhã desta segunda-feira(25), uma série de reuniões com as Coordenações Epidemiológicas dos municípios sergipanos a fim de articular ações de enfrentamento à sífilis congênita devido ao aumento das notificações. Participaram desse primeiro encontro, no Centro Administrativo da Saúde Senador Gilvan Rocha, municípios da regional de Estância.

A sífilis é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum e o contágio acontece de uma pessoa para outra, nas relações sexuais sem camisinha com alguém infectado. Já a sífilis congênita é transmitida ao bebê pela mãe infectada durante a gestação, através da placenta, ou no parto.

“Fizemos uma avaliação prévia dos municípios que têm aumentado a notificação de casos e essa é uma atividade que começa hoje, mas que tem ainda desdobramentos nas outras seis regiões para intensificar a investigação, tentando entender o que aconteceu nesses municípios, nessas áreas, nessas equipes de saúde para que os casos aumentassem e se realmente aumentaram, se realmente há casos ou se estamos com problemas na notificação. Então essa é a discussão de hoje e que cada coordenador leve para discutir com suas equipes também para que a gente consiga controlar e diminuir os casos de sífilis congênita”, disse o médico infectologista da SES, Dr. Marco Aurélio.  

De acordo com o médico, a penicilina está disponível para todos os municípios, para todas as Unidades Básicas. “É importante a gente entender que o estado todo está treinado para fazer os testes rápidos para a sífilis. A gestante chegou, na Unidade Básica, seja em que momento for da sua gestação, ela deve fazer logo o teste e começar o tratamento o mais rápido possível para que a gente diminua as mortes e os casos de sífilis congênita. Além disso, não se justifica mais não tratar pela falta do medicamento. O medicamento existe e está disponível em todo o território”, enfatizou.

Porém, o esforço não deve ser apenas das equipes de saúde e da gestão. “O esforço precisa ser integral, as equipes precisam valorizar cada gestante e as pessoas precisam ser sensibilizadas. A gente tem verificado casos de gestante que não vai à Unidade de Saúde e a equipe vai atrás, há mudança de endereço, casos em que o parceiro não se trata e com isso a gestante se reinfecta. Então é importante, além do trabalho das equipes, da gestão, a população também estar envolvida nisso”, reforçou Dr. Marco Aurélio.

Para a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município de Estância, Adriana Teixeira Silva, a reunião foi muito proveitosa por ajudar, também, a localizar e descartar casos de sífilis inseridos de forma incorreta no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, que podem prejudicar o diagnóstico correto.

“Em 2018 tivemos 18 casos de sífilis congênita, que é um dado alarmante. Em 2019 já temos quatro e para que não aumente esse número já fizemos ações em educação em saúde e a realização de testes rápidos. Neste sábado realizamos 50 testes rápidos e dois casos novos de sífilis em adultos em idade fértil foram identificados e encaminhados para tratamento. Antes dessa reunião eu já havia procurado Mércia que é a diretora de Vigilância em Saúde, para que a gente possa fazer uma oficina, um treinamento, para reciclagem com a equipe de saúde da família porque é preciso, é necessário, sempre, relembrar os protocolos existentes”, comentou.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Cristinápolis, Ana Paula Rocha da Mota, contou que está trabalhando com a prevenção. “A reunião hoje foi ótima, conversamos aqui sobre as ações que serão realizadas no município e quando chegar lá vamos nos reunir com as equipes. Cristinápolis teve aumento de um caso em 2018. No ano de 2017, foram dois casos, em 2018, três e agora em 2019, já temos um caso então vamos trabalhar em cima da prevenção e da busca ativa para que não venha a aumentar”, revelou.

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