Logo

Agência Sergipe
de Notícias

Notícia

Pediatra do Estado alerta para cuidados com cordão umbilical após nascimento do bebê

Maternidade Nossa Senhora de Lourdes orienta sobre a importância da atenção às características e higienização da pequena parte do cordão que permanece no bebê, chamada de coto umbilical
15 de Março de 2019 | 12:13

A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), unidade gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), se preocupa em oferecer às parturientes, orientação e segurança para que o corte do cordão umbilical, que acontece durante o parto, ocorra com perfeição. A unidade também orienta sobre a importância dos cuidados com a pequena parte do cordão que permanece no bebê, chamada de coto umbilical.

A pediatra e neonatologista, Roseane Porto, diretora técnica da MNSL, explica que o cordão umbilical é pinçado e cortado quando ocorre o parto e pontua a importância dos cuidados após o nascimento do bebê. “Inicialmente, o coto tem um aspecto amolecido e gelatinoso, porém, com o passar dos dias, torna-se escuro e seco. Para higienizar o coto umbilical, deve-se utilizar uma haste flexível de algodão embebida de álcool a 70%, limpando inicialmente a base (entre o coto e a pele) com movimentos circulares e de maneira bem suave e, posteriormente, o restante do coto umbilical”.

Ainda de acordo com ela, a limpeza pode ser realizada a cada troca de fralda e após o banho do recém-nascido, para evitar infecção. Não é recomendada a utilização de faixas, gazes, curativos oclusivos ou qualquer outro produto no coto”, alertou a médica.

Roseane Porto também destacou a necessidade de observação das características do coto. “Na sala de parto, o pediatra também avalia a quantidade de vasos presentes no coto umbilical, que normalmente são três. A artéria umbilical única, quando há apenas dois vasos (01 artéria e 01 veia) no cordão umbilical, é uma condição que pode aparecer isoladamente ou pode estar associada a algumas síndromes genéticas e algumas alterações em órgãos fetais, como aqueles do sistema geniturinário, devendo-se proceder a investigação diagnóstica”.

Onfalite

A pediatra alertou ainda quanto ao risco da onfalite, que é uma infeção da pele e tecidos moles do umbigo e regiões circundantes. “Se não for tratada, pode atingir uma maior área da parede abdominal e os tecidos mais profundos ou causar infeção disseminada. Sinais sistêmicos como letargia, irritabilidade, recusa ou intolerância alimentar e febre são sugestivos de complicação ou infecção grave”.

A idade média de aparecimento é entre os 5 e os 9 dias de vida, sendo rara nos países desenvolvidos, estimando-se que a incidência nos países em desenvolvimento seja superior a 6%. Não existem diferenças entre gênero, embora os meninos apresentem pior prognóstico. Nos países em desenvolvimento, os usos de soluções tópicas antissépticas reduzem o risco de Onfalite e a mortalidade neonatal.

A doença localizada caracteriza-se por drenagem purulenta ou com cheiro fétido através do coto umbilical, associada a edema, eritema e maior sensibilidade cutânea na região Peri umbilical. A hemorragia do coto umbilical pode ocorrer devido ao atraso na obliteração dos vasos umbilicais. Nos casos suspeitos de onfalite, é necessária a avaliação com urgência do pediatra, para adequada conduta do caso.
 
 

  • Medium 63a523b9213d2ec4a602b51b09f19ace
  • Medium dae19427f001cfc88ac0f149bf5126e2
Medium 63a523b9213d2ec4a602b51b09f19aceMedium dae19427f001cfc88ac0f149bf5126e2