Logo

Agência Sergipe
de Notícias

Notícia

Unidade socioeducativa oferece cursos profissionalizantes para adolescentes acolhidos

As atividades irão complementar a educação regular e as oficinas de cultura e arte já implantadas como atividades socioeducativas na instituição
07 de Junho de 2019 | 15:30

Nesta semana, foi realizada a aula inaugural de três modalidades de cursos profissionalizantes ofertadas aos adolescentes acolhidos pela Comunidade de Atendimento Socioeducativo Masculina (Casem), unidade administrada pela Fundação Renascer, localizada em Nossa Senhora do Socorro. A partir dos laboratórios montados dentro da instituição e de professores cedidos pelo Centro Estadual Profissionalizante Professora Neuzice Barreto, a cooperação entre a Secretaria de Estado da Inclusão Social, da Assistência Social e do Trabalho (Seit) e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) vai oferecer cursos de Manutenção de Microcomputadores, Informática Básica e Eletricidade Básica, garantindo aos socioeducandos a possibilidade de retorno à sociedade com uma capacitação profissional.

O diretor-presidente da Fundação Renascer, Wellington Mangueira, crê que a parceria entre as duas secretarias reforça o trabalho de ressocialização que as unidades têm realizado com os adolescentes. “Isso é importante para os jovens, pois estão sentindo que o Estado, a sociedade e as pessoas estão querendo ajudá-los. Com isso, eles se comportam melhor, se sentem mais dignos e buscam o entendimento com as suas próprias famílias. É aquilo que está previsto na lei: envolver a família, o Estado e a sociedade para recuperá-los e recolocá-los em condições dignas de vida. Para nós é motivo de muita satisfação e alegria”, comemorou.

A Casem entrou em funcionamento há cerca de seis meses e, segundo o diretor Rodrigo da Silva, dentro das atividades desenvolvidas, a educação dos acolhidos tem sido prioridade. No entanto, a chegada dos cursos profissionalizantes dará uma nova perspectiva aos adolescentes. “Já tínhamos o ensino regular, algumas oficinas, mas estava faltando o ensino profissionalizante para que o adolescente, quando receber a progressão de medida socieducativa, tenha um curso que possa lhe dar a chance de inserção no mercado de trabalho”, disse.

Além disso, ele ressalta que a profissionalização vem a cumprir um dos eixos dos princípios de ressocialização do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), e atende aos anseios dos próprios adolescentes. “Eles me cobraram muito, porque já tínhamos aplicado o ensino regular desde abril, e agora iniciaremos o ensino profissionalizante”, completou. O diretor do Centro Profissionalizante Neuzice Barreto, Civaldo Siqueira, detalha que os cursos serão ofertados dentro do sistema de Formação Inicial e Continuada (FIC), com duração entre 120 e 160 horas. “Além dos cursos da área de informática, também tem a Eletricidade Básica, que dá a condição de fazer um suporte básico em uma construção, em uma reforma de casa”.

A coordenadora de Serviço de Educação profissional da Seduc, Rivania Andrade, explica que três professores da própria instituição de ensino, vizinha à Casem, irão cumprir a carga horária nas turmas dos dois espaços. “O que compete à Secretaria é o pagamento dos professores, e todo o acompanhamento pedagógico será de nossa responsabilidade. É de grande relevância participar de um processo socioeducativo para nós, que também atuamos no sistema prisional, mas com outras formatações”, afirmou.    

Rotina educacional
Na Casem, os acolhidos também são inseridos em atividades culturais, com aulas de teatro, percussão e capoeira. As oficinas, de acordo com o coordenador geral das unidades socioeducativas da Fundação Renascer, Carlos Viana, são realizadas dentro do cronograma socioeducativo da unidade. “Eles têm a escola formal pela manhã e, pela tarde, têm os cursos, além de outras atividades ligadas à arte e cultura”, explicou. O adolescente F.G.C., 17 anos, cumpre, há um ano, medida socioeducativa nas unidades da Fundação Renascer, sendo seis meses na Casem. Para ele, as ações desenvolvidas são positivas no processo de reintegração. “O curso profissionalizante vai nos ajudar a melhorar em muitas coisas. A gente sabe que o intuito da Fundação é nos ressocializar e creio que o plano de todos nós aqui é ter um trabalho quando sairmos”, pontuou.

  • Medium 1d8472d2bf4085253c03716550a6a246
  • Medium b0679fa8a0fe8bfaf77b952f4c5a5cbd
  • Medium 14f22c6ad8337f29d04ad4829f6f0756
  • Medium 1a5b6b41318c71f54147bbea9cbb6db9
  • Medium 1384831a807fdf9a2806281b2ad4f0d8
  • Medium ed25c584bf35c30281990edfd807e649
  • Medium 4e6d676bee118228aa005d8a6bfd79a3
  • Medium 8e16c524d9d7be3b35269b596328ccc2
  • Medium 0f73aed25db68fae592d01b78b37a5fe
  • Medium 3429ea08f19886ed17760a2bc500b5a2
  • Medium de5d331b09365e658bf77195f74b5684
  • Medium c6d53a560712a5949db9b7fbabb9fe4d
  • Medium e8936e87fea869cb014f92763312de34
  • Medium 2d7b98f80495ad27ef62417d6cfde4c8
Medium 1d8472d2bf4085253c03716550a6a246Medium b0679fa8a0fe8bfaf77b952f4c5a5cbdMedium 14f22c6ad8337f29d04ad4829f6f0756Medium 1a5b6b41318c71f54147bbea9cbb6db9Medium 1384831a807fdf9a2806281b2ad4f0d8Medium ed25c584bf35c30281990edfd807e649Medium 4e6d676bee118228aa005d8a6bfd79a3Medium 8e16c524d9d7be3b35269b596328ccc2Medium 0f73aed25db68fae592d01b78b37a5feMedium 3429ea08f19886ed17760a2bc500b5a2Medium de5d331b09365e658bf77195f74b5684Medium c6d53a560712a5949db9b7fbabb9fe4dMedium e8936e87fea869cb014f92763312de34Medium 2d7b98f80495ad27ef62417d6cfde4c8