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Socioeducandas acolhidas pela Fundação Renascer participam de debate sobre empoderamento feminino

A atividade, realizada no centro de convivência da Unidade Feminina (Unifem), foi ministrada pela comunicadora e ativista social, Ana Carolina Westrup, que falou também sobre cuidados com a saúde, a luta contra o feminicídio e importância da mulher na construção do progresso nacional
08 de Março de 2019 | 17:11

Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, socioeducandas acolhidas pelo governo do Estado de Sergipe, através da Fundação Renascer, participaram de uma roda de conversa sobre empoderamento feminino neste 08 de março, Dia Internacional da Mulher. A atividade, realizada no centro de convivência da Unidade Feminina (Unifem), foi ministrada pela comunicadora e ativista social, Ana Carolina Westrup, que falou também sobre cuidados com a saúde, a luta contra o feminicídio e importância da mulher na construção do progresso nacional.

Familiares das oito adolescentes participaram do debate e funcionários atuantes nas medidas socioeducativas do estado também foram convidados. O marido de uma das adolescentes também se fez presente, e a palestrante avaliou como positiva a integração familiar na unidade, como um contraponto ao grande número de agressões de companheiros ou ex-companheiros das mulheres sendo registradas diariamente. “A partir do momento em que a família - sobretudo o marido, noivo ou namorado - se dispõe a participar de atividades como essas, passamos a acreditar em um futuro mais promissor, sem as barbaridades lamentavelmente ainda vivenciadas no mundo contemporâneo”, pontuou Carol. 

Segundo Westrup, além de proporcionar uma atividade que gerasse integração social entre as adolescentes, a missão da roda de conversa era buscar que o conteúdo promovesse uma reflexão pessoal e elevasse a autoestima de cada uma das adolescentes. O termo: ‘dona de mim’, presente em uma canção interpretada pela cantora Iza Lima, deu o tom do início dos diálogos. “A música, como ferramenta de integração, se fez necessária para o momento. Começamos com essa canção que mostra perfeitamente a importância de nós, mulheres, buscarmos enaltecer a nossa relevância na sociedade, bem como destacar que somos donas de nós mesmas. Um dia para se valorizar mundialmente a honra da mulher é insuficiente. É preciso que todo esse respeito e reconhecimento sejam estendidos para os demais dias do ano”, defendeu a facilitadora da roda de conversa.

Acolhida há quatro meses, a adolescente R.S.S., de 17 anos, agradeceu a oportunidade de falar sobre o assunto e aproveitou o momento para pedir que novos debates sejam realizados, em sequência. Para a jovem, a multiplicação de encontros com esse segmento assistencial contribui para uma mudança de cenário. “Nunca é demais tratar de assuntos como esses. Saúde é importante, respeito e valorização também. Não sou de aumentar o volume de voz para nenhum homem, e por isso também não aceito que engrossem a voz para cima de mim, muito menos que me batam. Conversar sobre esses temas é sempre bom”, afirmou.

Atendendo aos pedidos da jovem, a direção da Unidade Feminina se comprometeu a incluir a temática no calendário de debates realizados mensalmente com as adolescentes e familiares. Também está sendo planejada a criação de uma peça de teatro com a temática, dentro das oficinas realizadas na unidade socioeducativa da Renascer, fundação vinculada à secretaria de Estado da Inclusão Social (Seit). A atividade deste 08 de março foi idealizada pela diretora da unidade, Silvia Resnati, juntamente com a equipe disciplinar da Unifem. Apenas adolescentes incluídas no sistema semi-liberdade foram dispensadas facultativamente da atividade.

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