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Secretaria da Inclusão capacita equipes de unidades de acolhimento sobre qualidade de alimentos

Foram capacitados cozinheiros, auxiliares de serviços gerais e cuidadores com acesso a alimentos, utensílios, armazenamento e preparo das refeições
29 de Maio de 2019 | 14:50

As boas práticas na manipulação de alimentos foram tema de capacitações ministradas nas unidades de acolhimento institucional da Secretaria de Estado da Inclusão, da Assistência Social e do Trabalho (Seit) que comportam refeitórios próprios. A última, de um total de seis visitas, ocorreu no Abrigo Estadual Regional de Carmópolis. Ao todo, 51 funcionários foram capacitados, incluindo cozinheiros, auxiliares de serviços gerais e cuidadores - todos que têm acesso aos alimentos, utensílios e às instalações de armazenamento e preparo das refeições.

A capacitação é feita de forma lúdica, com jogos e brincadeiras que simulam as situações que se passam na dispensa, cozinha e refeitório. A nutricionista Izabella Nascimento e a equipe da coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional da Seit capacitaram seis funcionárias do abrigo de Carmópolis, após uma série de treinamentos realizados em outras unidades de acolhimento institucional. Segundo Izabella, as próximas capacitações tratarão de outras temáticas, como a qualidade nutricional e o aproveitamento integral dos alimentos.

“A gente viu a necessidade de fazer a capacitação de Boas Práticas na Manipulação de Alimentos, para primar pela higiene, principalmente em se tratando de um público infantil, que não tem a mesma imunidade de um adulto. E consiste em mostrar como organizar a geladeira, como receber esses alimentos, olhar a validade, se a lata está amassada. Em relação a como se comportar em um ambiente de cozinha, a higiene pessoal também: a unha, o cabelo. Não pode usar adereços, pois a gente está o tempo todo com risco de contaminação, com qualquer contaminante físico, químico ou biológico. Passamos por todo este processo, desde receber o alimento até a hora de servir”, analisou Izabella.

Cozinheira da unidade de Carmópolis, Patrícia Itaporanga considera que o trabalho de alimentação de crianças e adolescentes deve estar inteiramente ligado à qualidade do alimento servido. Para ela, as explicações inerentes à higienização foram as mais importantes. “Cada ensinamento foi necessário para a gente evoluir. Foram explicadas coisas do dia a dia, como a lavagem das mãos, o cuidado com a limpeza das roupas e dos alimentos, que têm que ser bem lavados e bem conservados para se servir comidas saudáveis. Também aprendi que não se pode lavar ovos e verdura, mas colocá-los em água com cloro. Para mim, colocar no vinagre ou limão era suficiente, mas, durante a capacitação, aprendi que não”, revelou.

Valéria Santos também é cozinheira e já participou de outras ações como essa. Segundo ela, as lições aprendidas já estão sendo postas em prática. “Descobri que é preciso manter a comida preparada em alta temperatura, para evitar a contaminação e a proliferação de bactérias e como se deve fazer a higiene das mãos e a limpeza dos utensílios que usamos na cozinha e no preparo das comidas. Aprendi que a gente não pode vir de maquiagem, porque pode cair no alimento, e que é preciso sempre manter as unhas cortadas e sem esmalte. O que eu não sabia era sobre o horário de fazer o almoço, que não pode fazer cedo para não esfriar. Tem que começar uma hora antes das crianças chegarem da escola, para servir tudo quentinho”, comentou.

O Abrigo Estadual

A assistente social do abrigo, Joseane Alves, explica que a unidade recebe crianças e adolescentes vindos não só de Carmópolis, mas também de Amparo de São Francisco, Cedro de São João, Divina Pastora, General Maynard, Japoatã, Rosário do Catete, Santa Rosa de Lima e Telha. “A nossa demanda é, geralmente, judicial, de crianças e adolescentes em estado de vulnerabilidade ou risco social. Aqui a gente faz o trabalho de acompanhar o dia a dia e permitir que eles dêem continuidade à vida, indo à escola, tendo acompanhamento médico e psicológico”.

O abrigo assiste crianças de 1,5 ano até adolescentes de 17, totalizando sete internos de uma capacidade para 20. “E nossa meta é zerar, porque criança e adolescente tem que estar no seio familiar”, concluiu.

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