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Dia do Assistente Social reforça valorização dos profissionais da área

15 de Maio de 2019 | 09:15

Mais de 1 milhão de sergipanos estão inseridos no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico). Trata-se da parcela da população que, em algum momento, acessou ou pode vir a acessar programas de transferência de renda e serviços da proteção social básica e especial do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), constituindo o público-alvo diretamente beneficiado pelo trabalho aguerrido de assistentes sociais. Os dados mostram a importância para a sociedade desses profissionais, que comemoram o seu dia neste 15 de maio.

O Dia do Assistente Social faz alusão à aprovação da Lei n° 3.252/57, através do Decreto Federal n° 994, de 15 de maio de 1962, que regulamenta e oficializa a profissão no País. Anos depois, em 1993, a Lei n°8.662 revoga o dispositivo legal anterior e estabelece um novo marco de regulamentação da profissão. Desde então, a categoria segue na luta pela valorização do trabalho, que se debruça sobre a efetivação dos direitos da população. Colaborando com o bem-estar social, o profissional do serviço social luta por melhores condições de vida para os grupos mais vulneráveis.

Atualmente, o Brasil conta com mais 180 mil profissionais com registro nos 27 Conselhos Regionais de Serviço Social (CRESS). Somos o segundo país com maior número de assistentes sociais, ficando atrás somente dos Estados Unidos. Segundo dados do CRESS-SE, em Sergipe, 3.890 profissionais atuam não só em equipamentos da Assistência Social, mas também desempenham funções em áreas relacionadas à Justiça, Educação básica e superior, Saúde, organizações não governamentais, bem como em empresas privadas.

A coordenadora de gestão do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) em Sergipe, Lara Cíntia, fala sobre a importância desses profissionais para a secretaria de Estado da Inclusão Social (Seit). De acordo com ela, os acompanhamentos familiares estão entre as mais importantes funções das assistentes sociais, pois é através deles que são realizadas as mediações para fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. Nos Centros de Referência de Assistência Social – CRAS, o acompanhamento e feito através do PAIF (Serviço de Atendimento Integral à Família); e nos Centros de Referência Especializados de Assistência Social – CREAS, os usuários são acompanhados pelo PAEFI (Serviço de Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos).

“Tanto na política da Assistência, que é a que trabalhamos no âmbito estadual, quanto nas demais políticas públicas às quais o assistente social está vinculado, a importância desses profissionais reside no trabalho técnico que eles realizam. Isso envolve uma escuta qualificada, intervenções e processos de trabalho que visam o fortalecimento da cidadania e o acesso a direitos e serviços por parte da população. Uma atuação extremamente necessária, porque se destina a uma população que está em situação de vulnerabilidade”, pontuou.

A assistente social da Casa de Passagem Estadual, Magna Sousa, vinculada à Seit, fala sobre os desafios do profissional da área de serviço social. “Nosso trabalho é bem desafiador, mas também é muito realizador. É gratificante quando a gente consegue resgatar e devolver a dignidade daquele ser humano que chegou sem nada, sem documentos, sem dinheiro e, por vezes, sem família. Tenho certeza de que escolhi a profissão certa”, relatou. O escritor Eugênio Ramos, atualmente acolhido na Casa, revela a importância do tratamento recebido na unidade de acolhimento e da sua relação com as assistentes sociais. “Aqui foi a salvação da minha vida. As assistentes sociais me ajudam em tudo que eu preciso. O atendimento aqui é maravilhoso e Magna é uma mãezona para todo mundo. O trabalho dela e de Jainne [coordenadora] é fenomenal”, concluiu.

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