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Governo debate plano de gerenciamento costeiro com produtores de aquicultura e pesca

11 de Junho de 2019 | 17:49

O secretário Geral do Governo, José Carlos Felizola, recebeu na tarde desta terça-feira (11), no Palácio dos Despachos, um grupo de produtores da aquicultura e pesca de Sergipe. Eles apresentaram sugestões ao Plano de Gerenciamento Costeiro do Estado, que está em elaboração, e deverá ser aprovado pela Assembleia Legislativa (Alese). 

José Carlos Felizola afirmou que o Governo de Sergipe está aberto para ouvir e acolher as sugestões apresentadas por todos os segmentos envolvidos na matéria, especialmente quando vem agregar valor e incentivar o desenvolvimento econômico do Estado. 

“Uma das preocupações do governador Belivaldo Chagas é fomentar o desenvolvimento do estado, promovendo a geração de emprego e renda para a população. Sabemos que a carcinicultura é um agente fomentador da geração de emprego, ao observarmos a nova realidade de Brejo Grande, município com o menor Índice de Desenvolvimento Humano do Estado (IDH), onde a criação de camarão mudou a atual realidade, melhorando a qualidade de vida da população”, enfatizou. Ele disse, ainda, que o governo está aberto ao diálogo e fará o que for preciso para ajudar os empresários da aquicultura e pesca.

O professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), José Milton Barbosa, que está prestando consultoria ao grupo de produtores, afirmou que a minuta do plano apresenta pontos que criam impedimentos para o desenvolvimento da pesca no estado, especialmente a carcinicultura. 

De acordo com o professor, os criadores querem promover o desenvolvimento econômico sustentável das áreas marinhas e costeiras, entretanto, da maneira que a minuta do projeto está apresentada, cria-se alguns empecilhos para a expansão dos negócios. 

O presidente da Associação dos Engenheiros de Pesca de Sergipe, Anderson Almeida, afirmou que as inconsistências encontradas na minuta do Plano de Gerenciamento Costeiro de Sergipe pode inviabilizar o desenvolvimento da aquicultura e diversas outras atividades agropecuárias existentes e consolidadas da zona costeira do estado. 

Segundo ele, a carcinicultura tem um grande potencial de geração de emprego e renda. “Em Brejo Grande, de 2017 a 2018, em 125 empreendimentos licenciados, foram gerados aproximadamente sete mil empregos diretos e indiretos. A atual realidade do município já foi alterada e apresenta melhoras na qualidade de vida da população”, enfatizou. 
 

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