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Governo incentiva especialização em captação de recursos nas áreas de ciência e tecnologia

Curso termina nesta sexta-feira, 26, e é realizado no ITPS em parceria com a Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (Abipti)
26 de Abril de 2019 | 08:36

Elaborar projetos consistentes e capazes de vencer editais, atraindo um bom volume de recursos para o estado é uma meta do Governo. Por isso, o Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS) realizou ao longo desta semana, o curso ‘Elaboração de Projetos para Captação de Recursos em CT&I: da teoria a prática’.  O evento acontece em parceria com a Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (Abipti), através do programa Abipti Capacita, cujo foco é ofertar cursos gratuitos ao público, baseados no ecossistema de ciência, tecnologia e inovação.

Pesquisadores, empresários, empreendedores e gestores estão participando da iniciativa, como é o caso do superintendente executivo da Secretaria de Educação (Seduc), Ricardo Santana. Para ele cursos deste tipo ajudam na sistematização dos projetos e na busca por fonte de recursos, fazendo com que os participantes sejam capazes de identificar os editais mais interessantes em suas determinadas áreas. 

"Normalmente os órgãos não possuem um setor delimitado de captação de recursos. No geral estão acostumados a buscar verbas nas fontes tradicionais, no caso a Secretaria de Educação, por exemplo, com o Ministério da Educação. A ideia é que a gente enxergue outras oportunidades, e para isso é preciso se ter uma equipe mais qualificada, afinal a sistemática de elaboração de projetos, não é algo trivial", conta.

Para a gerente de atividades técnicas do ITPS, Ana Virgínia Figueiredo, que também participou da capacitação, o curso foi fundamental. “Nos trouxe conhecimento sobre como propor os projetos de forma mais completa. Acredito que em um futuro próximo conseguiremos captar boas verbas nestas áreas para o estado”, frisa. Para ela, foi muito válido também o treinamento ter ocorrido em Aracaju, principalmente pelo fato de muitos técnicos do ITPS terem tido a oportunidade de participar. “Em torno de dez pessoas aqui do órgão puderam acompanhar a atividade”, completa. 

O diretor-presidente do ITPS, Kaká Andrade, que também é vice-presidente da Abipti pela região Nordeste, explica que a iniciativa de trazer a capacitação a Aracaju, nasceu da necessidade de aperfeiçoar os profissionais envolvidos na elaboração desses projetos. “O que se vê é que, apesar do momento econômico delicado e do contingenciamento, ainda existem recursos no Governo Federal, mas faltam projetos de qualidade. Não podemos permitir que esses recursos fiquem parados ou sejam devolvidos. Temos que agir e nos capacitar para atrair para Sergipe recursos que possibilitem a execução de projetos de ciência, tecnologia e inovação, além do desenvolvimento social e econômico de nosso estado”, ressalta.

Público de todo o país

A Abipti é referência neste tipo de curso e possui uma metodologia diferenciada, baseada em diversos cursos similares, onde os participantes, sejam pesquisadores ou idealizadores de projetos de inovação, aprendem a elaborar um material de qualidade, inclusive participando de oficinas. No conteúdo programático em questão constam ainda informações gerais acerca do sistema de ciência, tecnologia e inovação no país. 

O economista, especialista em inovação tecnológica, e assessor da Abipti, Félix Andrade, é o instrutor do curso e informa que a metodologia não se restringe somente a elaboração de projetos. “Damos uma espécie de visão geral do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação no país, especificando como atuar, em nível estadual ou federal, e falando também sobre o marco legal, que teve uma evolução incrível e hoje é algo de primeiro mundo”, completa.

Para a coordenadora geral de programas estratégicos do Capes/MEC, Priscila Cagni, que veio a Sergipe especialmente para a capacitação, o curso está sendo muito proveitoso. “Participar de algo assim, além de promover nossa interação com diversos atores que compõem o sistema nacional da ciência e tecnologia, oportuniza que a gente melhore nossos editais, para que eles sejam mais fáceis de ser interpretados pelos pesquisadores que vão precisar submeter as propostas. Afinal, a maior dificuldade deles não é na elaboração, porque normalmente a gente tem um roteiro para cada edital, mas na identificação do seu objeto ", relata.

Já Marcel Cabral, da C&S Vigilância e Segurança Patrimonial, do estado do Pará, conta que veio a Sergipe participar do curso porque sua empresa quer desenvolver tecnologia própria através de softwares e sistemas de monitoramento. “Estar aqui possibilita que a gente vá abrindo portas para o conhecimento técnico, além de ver como as instituições financeiras podem nos ajudar investir na inovação e tecnologia que precisamos", declara.

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