Logo

Agência Sergipe
de Notícias

Notícia

Em visita a perímetros irrigados no Alto Sertão, ministra Tereza Cristina recebe demandas do Governo, Prefeituras, agricultores e ambientalistas

Acompanhada do secretário André Bomfim, ministra garantiu a retomada da liberação de recursos do PAA para Sergipe e a reestruturação de perímetros federais
02 de Abril de 2019 | 08:59

Além de participar da ExpoRingo 2019, a ministra da Agricultura Tereza Cristina aproveitou a passagem por Sergipe para ir aos municípios de Canindé de São Francisco e Poço Redondo, no Alto Sertão Sergipano, onde visitou o perímetro irrigado mantido pelo Incra e pela Codevasf, Jacaré-Curituba - que também é o maior assentamento de reforma agrária em perímetro irrigado da América Latina. Acompanhada pelo secretário de Estado da Agricultura, André Bomfim, ela conheceu a cooperativa do projeto, bem como a do Perímetro Irrigado Califórnia, administrado pelo Governo do Estado; além de uma Unidade de Recuperação de Áreas Degradadas (Urad).

A visita técnica da Ministra teve o intuito de apurar se as políticas públicas pensadas pelo governo Federal para o Nordeste atendem às necessidades dos produtores. O secretário André Bonfim avaliou positivamente a iniciativa, sobretudo porque ela indicou prioridade para a agricultura familiar, no sentido do incremento à assistência técnica rural e à desburocratização do acesso ao crédito. “A ministra também mencionou a importância do crédito fundiário, enquanto via de acesso à terra, e da regularização fundiária, para dar segurança jurídica aos agricultores e a possibilidade de acesso aos créditos rurais”, analisou André Bonfim.

Chegando ao Alto Sertão, a ministra esteve no reservatório secundário do perímetro Jacaré-Curituba, onde tomou conhecimento de que a grande rede de irrigação implantada e mantida pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) necessita de complementação no número de moto-bombas, para irrigar todos os 3.105 hectares a que se propõe no projeto inicial. “Estamos indo em todos os perímetros irrigados do Nordeste, para ver quanto custa e como podem ser reativados, para entrar no nosso programa de prioridades. São projetos mais antigos, que têm problemas de economicidade, porque as bombas são obsoletas e gastam muita energia. Hoje temos muitas alternativas de irrigação mais baratas e eficientes”, disse a ministra Tereza Cristina. 

Dirigindo-se aos agricultores assentados do Jacaré-Curituba, em Poço Redondo, ela incentivou a formalização das associações e cooperativas para facilitar o acesso ao MAPA; assim como a regularização fundiária, para ter acesso aos créditos especiais destinados ao agricultor familiar. Integrante do grupo ‘Homens e Mulheres de Bem do Jacaré-Curituba’, José Percson dos Santos conta que o projeto recebeu investimentos, mas pouco chegou ao assentado além da terra. “A ministra pode mandar investimentos para o Jacaré-Curituba, mas minha preocupação é que não chegue. Queremos financiamento, para que possamos comprar mudas, principalmente da fruticultura, que demoram a acabar, para não ficarmos na mão de atravessado. Tendo investimento do governo, a gente pode caminhar com as próprias pernas”, defendeu.

O acesso ao crédito fundiário para a agricultura familiar e a reestruturação do Jacaré-Curituba são demandas já conhecidas e pautadas pelo Governo do Estado junto ao Ministério. Segundo o secretário André Bomfim, além delas, foi entregue um documento contendo 14 tópicos com pleitos de Sergipe para o MAPA. “Entre eles, está o acesso à assistência técnica agrícola para o produtor rural, o que - segundo ela – é uma meta do ministério. Também pedimos a descentralização dos recursos para a conclusão do terminal pesqueiro em Aracaju; recursos para que a Cohidro possa disponibilizar o acesso à água ao sertanejo, através de poços e barragens; e o retorno do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)”, pontuou André.

PAA
Gerido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) não liberou recursos, em 2018, para as propostas de agricultores de todo estado, já aceitas na modalidade Doação Simultânea. Esse foi o assunto de outra parada na visita ministerial ao Alto Sertão. De volta a Canindé, Tereza Cristina ouviu as considerações de Levi Alves Ribeiro, presidente da Cooperativa de Fomento e Comercialização do Perímetro Irrigado Califórnia (Coofrucal), no pólo de irrigação do governo de Sergipe, administrado pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro).

“Temos, hoje, um quadro social de 57 produtores da agricultura familiar, temos duas associações agregadas à nossa cooperativa, que têm apresentado produtos diferenciados: o pão de mel, o bolo bacia e o mel; mas até agora, nós só conseguimos atender 36 agricultores, participando em um projeto do PAA de 2017, no valor de R$ 192 mil. No ano passado, fizemos dois projetos que foram aceitos, de R$ 127 mil e R$ 220 mil, no entanto, ficaram parados por falta de recursos. Portanto, reivindicamos a liberação, para que possamos retomar esses projetos”, pediu Levi Alves à ministra.

Na modalidade Doação Simultânea, o PAA compra a produção do agricultor familiar durante um período, com entregas regulares de alimentos aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), para distribuição in natura às famílias em situação de insegurança alimentar, ou instituições como creches, orfanatos, asilos e hospitais, para o preparo das refeições. “Esse programa não acabou e nem vai acabar. Nós temos menos de 90 dias de governo, estamos ajustando, mas os bons programas vão continuar. Se ele é bom, traz renda, é prioridade. Fiquem com seus documentos, com as suas associações em ordem, que vocês voltarão a participar dos projetos”, garantiu Tereza Cristina.

Meio Ambiente
Antes de partir para Coruripe (AL), a ministra Tereza Cristina foi até o Assentamento Florestan Fernandes, ainda em Canindé, onde pôde conhecer uma Unidade de Recuperação de Áreas Degradadas (Urad). “É uma estratégia que trabalha com três componentes: o ambiental, o social e o produtivo, que dialogam e convergem para a segurança ambiental”, explica Daniela Bento, da Sociedade de Apoio Ambientalista e Sociocultural (Sasac), uma das organizações escolhidas em chamada pública pelo Ministério do Meio Ambiente, que conta com recursos do Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF). 

O convênio expirou, mas foi bem sucedido em cinco unidades, atendendo 113 famílias. A ONG buscou mostrar a viabilidade da continuidade do projeto ao MAPA, que no processo de reestruturação, passou a abrigar o antigo Departamento de Combate à Desertificação.

  • Medium 4799ca148d63d7bf2f8ad33f2c5c8df1
  • Medium ed870e4d7b7322c4c1405b99f344b7c8
  • Medium 752b534a449bfb9f9b428572cfc731b1
  • Medium c6eac9b6f1aa3193a2e9bc8e1a2bd9f5
  • Medium 3210e76775b671379c043682beb7d3c9
  • Medium 7b82f05999de2ae97c9e7e8fbce57888
  • Medium d3a30bfd7ddda85c4451524c14709ae8
  • Medium a5fcf46dd626eafc1b016a26dd7aba8b
  • Medium 6f29941729fbbaceaa43fe2aa5e7a650
Medium 4799ca148d63d7bf2f8ad33f2c5c8df1Medium ed870e4d7b7322c4c1405b99f344b7c8Medium 752b534a449bfb9f9b428572cfc731b1Medium c6eac9b6f1aa3193a2e9bc8e1a2bd9f5Medium 3210e76775b671379c043682beb7d3c9Medium 7b82f05999de2ae97c9e7e8fbce57888Medium d3a30bfd7ddda85c4451524c14709ae8Medium a5fcf46dd626eafc1b016a26dd7aba8bMedium 6f29941729fbbaceaa43fe2aa5e7a650